Marca
Redesign
Branding
Hello Ajners!
Hoje lançamos essa newsletter que está escondida há um tempo.
Em fevereiro deste ano demos início a uma comunidade no WhatsApp com alguns dos nossos clientes para promover reflexões acerca do mundo das marcas e negócios. O Visionary Brands.
Após alguns meses, percebemos que o maior impacto de estarmos escrevendo o Visionary Brands era o conhecimento interno compartilhado: a cada 15 dias, um dos Ajners era o responsável por trazer o tema para debater com a equipe e em seguida, desenvolver o texto. Com isso, aprendemos muito e pudemos nos manter sempre em movimento, com toda a equipe se capacitando junto e com consistência.
Entendemos que todo esse conhecimento tinha um valor tão potente que não poderia ficar só conosco, ou ainda, só com nossos clientes. Guardamos o momento de virada da nossa marca para lançar o que vinha escondido.
Bem-vindo ao Visionary Brands, nossa newsletter sobre branding, comunicação, negócios e o impacto de um bom posicionamento de marca.
Criar para ver. Ver para criar.
Nos últimos 5 anos, criamos centenas de marcas. Todas elas com metodologia, processos claros, prazos e entregas alinhadas. Marcas feitas para durarem, impactarem e representarem a essência das empresas.
Nestes 5 anos, também mudamos a marca da Ajna… 4 vezes.
Criar para si mesmo é o maior desafio que uma empresa pode ter. Aquela história de “casa de ferreiro, espeto de pau” continua tão forte justamente porque queremos doar nosso máximo ao cliente e não sobra tempo pra nós mesmos. Também porque cada escolha tem um viés muito forte (e nós sabemos bem disso).
Construir marca compreende passar por um processo de síntese muito forte do que queremos ser. Ao mesmo tempo, é um exercício de renúncia a todo o resto que coça, mas não inflama e conecta com o que de fato somos.
É difícil sintetizar o que queremos passar, quando já criamos com a percepção de cliente.
Enquanto está sendo feito, já estamos aprovando ou reprovando, pedindo ajuste ou julgando sem ver pronto. Criamos com envolvimento emocional no processo, e isso pode atrapalhar muito. E é por isso que nossa própria marca já sofreu diversas alterações. Mas, desta vez, decidimos que a Ajna deveria passar por um rebranding profundo, uma marca para representar onde chegamos e o que queremos para o futuro, que nos identificássemos, que o mercado nos reconhecesse e que evidenciasse nossa essência como conseguimos fazer para nossos clientes.
Foram 4 meses de criação, um processo repleto de altos e baixos, mas chegamos lá!
Neste mês de novembro lançamos nossa nova marca com a certeza de que está alinhada com nossa maneira de ver, e prontos para aparecer mais e mais no mundo.
Olhar para fora para ver por dentro.
Mas no fim, todo esse processo não começou há 4 meses. No ano passado, quando criamos o Ajna Way of Life (que chamamos carinhosamente de AWoL, basicamente, nosso manual de cultura) sentimos que muita coisa que estava ali já tinha um ar de futuro que andava em descompasso com nossa marca.
Ainda depois, nos planejamentos anuais, as metas pareciam esbarrar na nossa própria marca. Queríamos mostrá-la pro mundo, dizer quem somos, mas a forma como nos apresentávamos não parecia contemplar isso na sua completude.
O estopim foi olharmos pro mercado.
Futuros imaginados são formados de pecinhas de passados e presentes realinhadas para um fim inédito.
Fizemos um grande mural de benchmark, buscando padrões, referências e inspirações no nosso mercado, e entendemos que nossa marca precisava mudar. Um logotipo meio tech, cores e fotos mais clássicas, identidade verbal criativa. Divertidos no Instagram, sérios no site, e inexistentes no Linkedin.

Logotipo antigo da Ajna.
Concluímos que, se tem algo que somos, é principalmente jovens e criativos. Nosso escritório é cheio de cor, nossa relação é próxima, entre nós e com nossos clientes, e nossos projetos são sensíveis e profundos. Entregam emoção e visões fora do comum. E era angustiante não passar essa experiência pra quem não é cliente.

Um pouco do nosso escritório super colorido e a gente (tudo de preto).
Decidimos, finalmente, ser hora de mudar. Fizemos um mural de palavras do nosso universo e imagens que representam essas palavras, para imergir no nosso contexto. Com isso, fomos entendendo caminhos que poderíamos seguir.
Foi aí que decidimos algumas coisas:
Ilustrações mais geométricas e gráficas (se tiver);
Brincar com o oculto e fazer pensar, o inesperado;
Fotografia pode ser um grande diferencial → fotos criativas, surrealistas (René Magritte), que remetem ao invisível (espelhos, sombras);
Espectro de cor → podemos ampliar nossas cores, e com a ideia da luz visível à não visível (ultravioleta e infravermelho), equilibrando a saturação com o nosso verde/amarelo atual;
Chegamos na paleta.
Encontramos no espectro eletromagnético nossa resposta.
Afinal, nosso slogan é: “Dando forma ao invisível”.
Nosso nome representa o chakra do terceiro olho, que vê o invisível, trabalhamos sempre com o invisível se tornando tangível.
Nosso arquétipo é: Mago, essa brincadeira de tirar algo do mundo das ideias e trazer para a visão é a base do nosso posicionamento.
E se tudo o que vemos é luz... que tal uma paleta de cores que vá da luz visível à invisível? Fez todo sentido, e foi aqui que tivemos nosso momento “É ISSO”.

Nova paleta de cores e gradiente.
O mais difícil: o logo
Chegou a hora do logotipo… e porque inventamos de ter uma marca com um nome de 4 letras, sendo elas A, J e N? Porque o J é tão feio?
Ficamos semanas rascunhando e tentando chegar em tipografias que fizessem sentido para o nome. Em certo momento, quase fomos para um caminho totalmente manuscrito, que também não era o que queríamos, mas era a única opção que parecia ficar esteticamente atrativo.
Sofremos muito. Tivemos bloqueios criativos. Os três designers da equipe quase sucumbiram. Quase jogamos tudo pro alto.
Até que, às 17h30 de uma quinta-feira desenhamos numa folha e chegamos lá, os três juntos! Na manhã seguinte, vetorizamos e entendemos que uma nova marca da Ajna havia nascido (com muito esforço rs).

Novo logotipo da Ajna! Desenhado por 6 mãos: Eliza, Mari e Lucas.
Decidimos abandonar o asterisco enquanto ícone. Apesar de saber que somos muito reconhecidos por ele, era hora de deixar nossa type ganhar seu espaço, afinal podemos concordar que ela não precisa de um símbolo.
Entendemos que o asterisco poderia ser um grafismo da marca, acompanhar nossa identidade, e poderia se adaptar, ter vários formatos e texturas, representando nossa adaptabilidade para cada projeto.
Tudo fez sentido.

Inclusive chamamos nosso parceiro de 3D, João Pedro, para nos ajudar.

Mais algumas semanas se passaram sem conseguir desenvolver UM layout.
Tivemos a ideia de criar um pack de ilustrações surrealistas, com foco no olho como elemento inesperado, mas entendemos que para deixar nossos projetos brilharem, infelizmente teríamos que usar em nossa identidade elementos que se destacassem um pouco menos. (Mari e Lucas me convenceram disso, apesar de eu estar muito apegada na ideia das ilustrações…)
Fomos então por outros caminhos, dando tempo para as ideias maturarem e encontramos uma identidade que representava tudo o que queríamos: sóbria o suficiente para deixar nossos projetos brilharem, autêntica o suficiente para ser colorida e representar quem somos, e versátil para momentos que pedem por algo mais discreto ou em que queremos aparecer com tudo.

Alguns layouts aprovados.

Se quiser dar uma olhadinha na nossa apresentação de marca lá no Instagram: clique aqui.
No final, nós criamos para ver, mas nós também vemos para criar.
Esse foi nosso Visionary Brands, pela primeira vez aberto para o mundo!
Esperamos que tenha gostado de entender um pouco mais sobre nosso processo de criação de uma marca, e dessa vez, a nossa marca.
Nos vemos na próxima,
Eliza.
